terça-feira, 12 de junho de 2012

Inerte ao tempo?

Escutava duas árvores conversando.
Uma dizia assim que não conseguia mais esperar pela chegada da próxima  primavera,
para que ficasse com belos frutos e assim atrair os animais para que não
se sentisse inútil ou solitária.
Me sentia como ela à espera do verão, para que aquecesse o que o rigoroso
velho inverno congelou em mim.
Os dias eram frios mesmo sendo outono. As árvores perdiam suas folhas, passei
a tarde no bosque a procura daquelas árvores que conversavam.
Gosto de imaginar que tudo que têm forma,cor, nome, existe, têm vida.
Não existe seres inanimados pra mim.
Procurei, mas não encontrei aquelas árvores, talvez tivesse passado despercebido
por elas afinal agora sem folhas todas me parecem ser iguais.
O frio continuava em mim, então fui para casa ao chegar escuto vindo da lareira
uma espécie de choro, um choro sofrido de alguém que se lamentava pois quando a próxima
primavera chegasse tudo o que restaria são cinzas.

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