segunda-feira, 9 de julho de 2012

Grão

A dor da perda é tão intensa, que ás vezes perdemos um
 grão de areia e lamentamos como se tivéssemos
perdido um deserto inteiro.
Como se tivéssemos perdido a vida.

Personagens de uma mente

Tenho passado alguns segundos despercebidos, ao ponto de só perceber o
que estava acontecendo quando por fim havia se manifestado toda loucura.
A mente cria personagens, mas qual o problema não é mesmo?
Afinal, também sou mais um personagem de alguma mente...
Mas não é esse o intuito maior desse meu descontentamento.
É a palavra dita em vão, o sentimento sem sentido, sem sentir.
A falta de vozes que jogam conversa fora me faz falta.
Encontro em algum lugar alguém que entenda,
e só encontro a mim, não a mim pois sou apenas mais um personagem
dessa mente inquieta que cria personagens para que o tempo, não pareça
uma corrida de carro onde a qualquer hora um grave acidente pode ocorrer.
Temo o desconhecido, mas ao mesmo tempo nada sei e nada a mais.
Logo temo até a mim mesmo, na maioria das vezes o que me ensinaram a
chamar de sentimentos, o que ainda não senti. 

Da luz a escuridão

São apenas medos que fazem com que o escuro pareça ruim.
A não visualização, a imaginação, tudo isso faz com que a mente
se volte para nossos medos, mas o que poderia temer mais do que a mim mesmo?
Me conheço ao ponto de imaginar como seria não imaginar, não imagine.
Sei quando esses olhos se refletem no espelho e o físico se torna uma carcaça
e a alma esta longe, algumas vezes, consigo convence-la a ser parte de mim.
Mas não, assim como nosso físico nosso espirito necessita de um refúgio.
A rotina, mata.  Mata aos poucos, mata a fé, a liberdade, a luz cessa.
Por isso existe um tal chamado vazio existencial.
Ele vem á tona quando sua alma a procura de um refúgio mergulha
num mar de escuridão, se afoga num mar de ilusões e a maré alta arrasta
os sonhos, o sentido, é um buraco tão fundo, um poço sem fim.
Tenho dó é desse físico que é tão frágil e ao  mesmo tempo tem que lhe
Dar com a dor da alma, além de toda a sua dor.
E no fim, o que vai é o físico, embaixo da terra, serve de alimento para vermes.
Enquanto a alma, a alma. 
Não sei, penso que deve vagar eternamente por ai.
A procura de uma luz que jamais se converta em escuridão.