São apenas medos que fazem com que o escuro pareça ruim.
A não visualização, a imaginação, tudo isso faz com que a mente
se volte para nossos medos, mas o que poderia temer mais do que a mim mesmo?
Me conheço ao ponto de imaginar como seria não imaginar, não imagine.
Sei quando esses olhos se refletem no espelho e o físico se torna uma carcaça
e a alma esta longe, algumas vezes, consigo convence-la a ser parte de mim.
Mas não, assim como nosso físico nosso espirito necessita de um refúgio.
A rotina, mata. Mata aos poucos, mata a fé, a liberdade, a luz cessa.
Por isso existe um tal chamado vazio existencial.
Ele vem á tona quando sua alma a procura de um refúgio mergulha
num mar de escuridão, se afoga num mar de ilusões e a maré alta arrasta
os sonhos, o sentido, é um buraco tão fundo, um poço sem fim.
Tenho dó é desse físico que é tão frágil e ao mesmo tempo tem que lhe
Dar com a dor da alma, além de toda a sua dor.
E no fim, o que vai é o físico, embaixo da terra, serve de alimento para vermes.
Enquanto a alma, a alma.
Não sei, penso que deve vagar eternamente por ai.
A procura de uma luz que jamais se converta em escuridão.