sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vaso existencial

Aquele vazio que tenho aqui dentro, parece estar cada vez mais fundo.
Antes a solidão caminhava pé a pé até mim.
Hoje ela voa, assim como o tempo que ganhou asas de morcego.
Bebo algumas xícaras de café para passar essa noite escura e nublada em claro!
Somos pássaros em gaiolas, porém gaiolas separadas.
Procurando alguém que possa nos libertar...
Abrir as portas para nos encontrar...
E a única coisa que encontramos são baldes que vão buscar água no fim do poço.
As rosas de plástico não murcham, então da próxima vez traga-as em vasos.
Por que eles são vazios e também não murcham.
Por favor não tire o perfume de nenhuma flor.
Não a mate!
Deixe-a onde esta, pois somos como as rosas, temos espinhos, perfume, cores, vida.
E quando tirados da Terra e colocado em vasos, sentimos aquele imenso vazio.
Perdendo o encanto junto as pétalas que murcham e caem só para escapar
desse vazio que é o vaso.

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