quarta-feira, 2 de maio de 2012

Da janela


Da janela vejo a vida, vejo o vento batendo no galho das árvores,
vejo o outono, não vejo saída.
Os dias tem me feito esquecer que as noites são frias, que não basta
apenas dormir para curar certas feridas.
Cicatriza-se desejos que ardem em minha pele, esqueço que as feridas
fazem parte de nossas vidas.
Que a vida é tão breve como a brisa. Leve brisa que guia o vento,
que leva os galhos que observo. Apenas observo a vida da janela.

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