Amanhece um outro dia, ou pelo menos era pra ser um novo dia.
Mas que de novo não tinha nada. Pois era um ciclo onde tudo se repetia.
Mas não por muito tempo... Eu já cansada dessa monotonia,
buscava a quebra da rotina nas ruas, mas isso não me bastava;
eram sempre as mesmas faces, realizando as mesma ações,
nos mesmos lugares, na mesma canseira, o ciclo da mesmice.
Aos poucos eu me entregava, entregava em busca do novo.
O novo sempre me foi um mistério, pois não bastava muito tempo
pra eu vê-lo como velho.
Todas essas repetições de ações, faz com que a loucura venha a tona.
Olhar para o relógio e ver o tempo passar é algo normal.
Porém, olhar para o relógio e olhar que as horas mudaram e que na
verdade nada mudou além das horas; é abrir as portas para a insanidade.
Pensei que fosse a solidão, nossos laços foram apenas laços,
Que bastou puxar um dos lados para se desfazer.
Foi ai que descobri que deveríamos criar nós entre nós, não laços
que se desfazem assim, tão rápido.
Logo a distância veio também e levou os mesmos nós que demoramos
tanto para descobrir como eram dados, só que a partir disso podemos descobrir,
que a distância é uma navalha e não se preocupa se corta e machuca.
Essa navalha nos separou deixando aqui uma imensa dor chamada solidão.
A partir daí, tranquei-me em meu quarto, onde tenho apenas algumas folhas,
lápis, borracha e um relógio.
Já não sei mais se é dia ou noite, pra mim é sempre a mesma coisa.
Me pego olhando para essas paredes brancas e lembrando de alguns
momentos, antes que me dê um branco.
Hoje olhei para o relógio já eram 07:10, por não saber se era dia ou noite...
Decidi abrir a janela; tinha até me esquecido que o sol brilhava tanto.
Então evitando cair na rotina, fui até a vendinha mais próxima e
aquele seria um novo dia; o dia em que diria adeus a monotonia,
o dia em que diria Adeus a vida.

Mto bom, gostei;
ResponderExcluirMuito bom mesmo.
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